quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Teatro diário

Ato 1

Ando reparando pessoas. Ando observando pessoas. Ando.. Caminho, sinto, ignoro. Não querendo apelar para o clichê frasal, mas “cada vez mais” tenho a convicção que eu me basto. Não, eu não procuro o certo e o errado, até porque acho uma hipocrisia julgar o que é aquilo e o que é este. Certo e errado existem? Penso que não. Existe o adequado e o inadequado. Existe o apropriado e o não apropriado para aquela hora e para aquele momento. As circunstâncias mudam e o cenário precisa acompanhar o ato. Você que tanto julgava seu pai por fumar ontem, acende a nicotina do amigo.

Ato 2

Troca-se o cenário.

Ato 3

“Preciso de você.. Me aqueça hoje? Seja a companhia para os meus jantares de congelados e conservantes? Ou melhor, me leve para jantar, me tire do meu casulo e quem sabe me mostre que estar com alguém é mais que necessário.”

Ato 4

Certo e errado? Não acredito. Para você eu possa estar errada, para o outro provavelmente estarei certa. Nem os mais sábios da história eram idolatrados por todos. A poesia “Licença Poética” de Adélia Prado, contradizendo o “Poema de Sete Faces” de Carlos Drummond de Andrade me conforta.

“Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
E eu sou.”

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