domingo, 3 de abril de 2016

ELA

Curitibana de nascença, cuiabana de coração e paulistana por escolha. A Fernanda já viveu por muito tempo em Cuiabá passando calor, fez cursinho para Medicina em Curitiba mas largou tudo para fazer graduação de Propaganda e Marketing na ESPM em São Paulo (2009-2012). Desde o primeiro dia de faculdade ela sabia, “quero trabalhar com mídia”, sem saber muito o motivo, simplesmente por devorar revistas, programas de TV e querer conhecer tudo da internet, sem dizer o amor por cinema, por clipes e por roteiros. Mas, ao poucos, após passar pela Viacom, Editora Abril e pela Globo, ela entendeu que “mídia é sim extremamente importante no planejamento da campanha e, se você, errar a mídia, errou a campanha.”

Atenta aos mobiliários urbanos e aos jingles da rádio, ela sai por aí para  jogar um pouco de tênis com o noivo, corre aos parques quando o joelho não reclama de dor do cansaço do dia a dia e arrisca uma rápida passagem no mercadinho para comprar os ingredientes da nova receita que leu num blog qualquer. 

As vezes, um bate e volta na praia cai muito bem para olhar o horizonte azul enquanto espera o noivo surfar e, é nesses momentos, que ela se orgulha de ter liderado o primeiro projeto para o mercado publicitário sobre games na Globo. 

E ah! Pelo estilo dela você jamais diria, mas ela já foi dançarina de street dance e até hoje arrisca uns passinhos na festa da firma. Ofereça um cafezinho ou uma cervejinha e.... boas risadas! Apesar de ser – um pouco – impaciente, ela adora sentar para um bom papo. Saúde!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Teatro diário

Ato 1

Ando reparando pessoas. Ando observando pessoas. Ando.. Caminho, sinto, ignoro. Não querendo apelar para o clichê frasal, mas “cada vez mais” tenho a convicção que eu me basto. Não, eu não procuro o certo e o errado, até porque acho uma hipocrisia julgar o que é aquilo e o que é este. Certo e errado existem? Penso que não. Existe o adequado e o inadequado. Existe o apropriado e o não apropriado para aquela hora e para aquele momento. As circunstâncias mudam e o cenário precisa acompanhar o ato. Você que tanto julgava seu pai por fumar ontem, acende a nicotina do amigo.

Ato 2

Troca-se o cenário.

Ato 3

“Preciso de você.. Me aqueça hoje? Seja a companhia para os meus jantares de congelados e conservantes? Ou melhor, me leve para jantar, me tire do meu casulo e quem sabe me mostre que estar com alguém é mais que necessário.”

Ato 4

Certo e errado? Não acredito. Para você eu possa estar errada, para o outro provavelmente estarei certa. Nem os mais sábios da história eram idolatrados por todos. A poesia “Licença Poética” de Adélia Prado, contradizendo o “Poema de Sete Faces” de Carlos Drummond de Andrade me conforta.

“Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
E eu sou.”

sábado, 28 de novembro de 2009

Morfologia da realidade

A idéia da modernidade é tornar-se possível tudo o que é impossível. Mas, qual o limite dessa velocidade em busca de aprimoramento? O ser humano, incessantemente, corre atrás de invenções que aumente a velocidade das suas próprias aptidões e, na Revolução Industrial, o fator velocidade foi amplamente questionado com a invenção do primeiro automóvel que, permitiu atualmente uma liberdade de espaço. Entretanto, essa tal liberdade é um paradoxo na medida em que transformou piamente a relação tempo e espaço.

Inevitavelmente, um automóvel te leva a qualquer lugar que há estrada, todavia, dentro dele há uma perda de espaço na realidade do motorista, afinal, a visão dele limita-se a somente a parte interiorana do carro e a paisagem percebida através da moldura da janela.

A fila de carros que forma-se no trânsito da vinte três de maio pode ser o início de uma reflexão se confrontada com o grafite em preto e branco representado em um muro da avenida. O desenho evidencia o quão antigamente a vida era limitada as cores, as formas, aos volumes de informações, enfim, a velocidade que existia no cotidiano.

Entretanto, a modernidade – no caso os carros –, diferentemente do que as pessoas pensam também está limitada a um espaço presente. Afinal, a fila de carros impede que haja um movimento, ou seja, há uma barreira espacial.

Tal reflexão é estudada e debatida por geógrafos, na qual, Paul Virilio, estudioso de assuntos como esse, afirma que “o espaço não está mais na geografia – está na eletrônica [...]”.
Campo amplo de perguntas e supostas respostas, as diversas realidades sucumbidas pela velocidade do tempo parecem entrelaçarem-se no percurso da modernidade na qual o ser humano vivencia hoje. O caminho do limite está paralelamente perto e longe, reto e curvo, efemero e eterno, solido e liquido.

Passo por passo, farol por farol, pedra por pedra, continuemos incessantemente a buscar o limite estatico, o desvendar de novas cidades na mesma cidade, a descobrir novos espacos nas forma que a modernidade e realidade transformar-se.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Velocidade (i)limitada


Porta. Motor. Portão. Porteiro. Velocidade, essa parte durou muito pouco, logo veio o semáforo. Vermelho. Verde, verde. Vermelho. Amarelo, ufa, passou perto. Poucos quarteirões se passaram, mas o tempo voou e, dentro de seu potente carro, o ar condicionado mantinha o clima agradável. Diferentemente do lado de fora, que era calor, muito calor. Ônibus, motos, carros, caminhonetes, kombis, até um triciculo com um caveira pendurada no banco, todos passavam ao lado, vagarosamente, o transito na 23 de maio estava intenso no sentido Ibirapuera.
Uma hora e meia já havia se passado, desde que saira de casa no Tatuapé, em direção ao seu trabalho em Moema. Estações do rádio. CDs. Ipod. Silêncio. Estações do rádio. Buzinas. Gritos. Silêncio. Ainda era quarta feira.
Até que, limitado à visão da janela do carro, olhou para o lado e em pretoe branco revelou-se uma grande obra de arte, retratando homens e mulheres em um tempo passado, estáticos, presos nos limites de seu tempo. Então, o olhar no retrovisor revelou um homem no presente, estático, preso a falta de limites do seu tempo.

Propaganda sobre cigarro (depoimento)

Hum… Como é gostoso o verdadeiro sabor de uma suculenta lasca de picanha. O cheiro que vem da churrasqueira nunca foi tão apetitoso. Há fumaça por toda a volta - que vem direto da brasa do carvão - e hoje ela me incomoda, pois entendo como é ruim ter uma chaminé ao meu lado.
Quando meu filho mais velho se aproxima com um cigarro na mão, sinto a pesada culpa, meus anos rendido ao cigarro tiveram uma dura consequência.
Quando vejo meu filho mais novo brincando no jardim percebo minha grande responsabilidade. Agora tenho a chance de fazer as coisas diferente.
Enquanto respiro fundo, percebo que fiz a escolha certa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Video LIP II - Depoimento de um conto fantastico

Reflexo

Ela se maquiava olhando no espelho.
Ela se vestia olhando no espelho.
Ela fazia poses olhando no espelho.
Até que um dia, ela, somente ela, se olhou no espelho.
Nesse dia não enxergou tecidos e nem cores.
Enxergou ela, somente ela.