A idéia da modernidade é tornar-se possível tudo o que é impossível. Mas, qual o limite dessa velocidade em busca de aprimoramento? O ser humano, incessantemente, corre atrás de invenções que aumente a velocidade das suas próprias aptidões e, na Revolução Industrial, o fator velocidade foi amplamente questionado com a invenção do primeiro automóvel que, permitiu atualmente uma liberdade de espaço. Entretanto, essa tal liberdade é um paradoxo na medida em que transformou piamente a relação tempo e espaço.
Inevitavelmente, um automóvel te leva a qualquer lugar que há estrada, todavia, dentro dele há uma perda de espaço na realidade do motorista, afinal, a visão dele limita-se a somente a parte interiorana do carro e a paisagem percebida através da moldura da janela.
A fila de carros que forma-se no trânsito da vinte três de maio pode ser o início de uma reflexão se confrontada com o grafite em preto e branco representado em um muro da avenida. O desenho evidencia o quão antigamente a vida era limitada as cores, as formas, aos volumes de informações, enfim, a velocidade que existia no cotidiano.
Entretanto, a modernidade – no caso os carros –, diferentemente do que as pessoas pensam também está limitada a um espaço presente. Afinal, a fila de carros impede que haja um movimento, ou seja, há uma barreira espacial.
Tal reflexão é estudada e debatida por geógrafos, na qual, Paul Virilio, estudioso de assuntos como esse, afirma que “o espaço não está mais na geografia – está na eletrônica [...]”.
Campo amplo de perguntas e supostas respostas, as diversas realidades sucumbidas pela velocidade do tempo parecem entrelaçarem-se no percurso da modernidade na qual o ser humano vivencia hoje. O caminho do limite está paralelamente perto e longe, reto e curvo, efemero e eterno, solido e liquido.
Passo por passo, farol por farol, pedra por pedra, continuemos incessantemente a buscar o limite estatico, o desvendar de novas cidades na mesma cidade, a descobrir novos espacos nas forma que a modernidade e realidade transformar-se.
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